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Rocco Petrella
(1861-1920)
Filomena Di Bacco
(1862-1938)
Antonio Di Bacco
(-)
Cesidia Passalacqua
(-)
Nunzio Petrella
(1884-1962)
Annina Di Bacco
(1889-1973)

Izabel Petrella
(1918-1984)

 

Vínculos de família

Cônjuges/Filhos:
Carmine Natrielli

Izabel Petrella

  • Nascida em: 2 Jul 1918, Cedral, Sao José Do Rio Petro, Sp
  • Casamento: Carmine Natrielli
  • Falecido: 24 Mar 1984, São Paulo, Sp com 65 anos de idade
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marcador  Notas Gerais:

Devemos aqui registrar a linda mensagem que nos enviou a neta Patrícia (Pati) a respeito da avó Bê, do avô Xexê, e do pai Werner, que partiram e certamente estão no convívio com Deus.

"? Eu sempre falo que meus avós e pais eram maravilhosos ("os melhores" do mundo), e às vezes minha mãe e irmãs ficam sem graça na frente do Rapha... Eu digo o que eu realmente sinto, e sempre falo que espero que ele ache isto dos pais e avós dele também. Não digo isto, de maneira alguma, para ofender ou magoar alguém, mas é porque sempre tive pais e avós muito presentes e maravilhosos que sempre foram e serão muito importantes na minha vida.

Eu os amava (e ainda amo e vou amar para sempre) MUITO... e a falta que eles me fazem...
E ainda digo mais: espero conseguir ser igual para o Pedro, para que ele sinta isto por mim também.

A Vó Bê foi uma pessoa maravilhosa. Quando ela faleceu, eu tinha 13 anos. Apesar de fazer muito tempo, lembro dela perfeitamente, como se fosse hoje. É incrível o que eu sinto por ela (eu sempre amei meus 4 avós - todos são especiais e muito queridos), mas com a Vó Bê tinha algo além. Eu me lembro que sempre que estávamos na praia eu grudava nela. Muitas vezes, deixava de brincar com meus primos e irmãs para ficar com ela. Eu adorava deitar na cama com ela para dormir, e quando o Xexê chegava, eu "chutava" ele (eu era pequena), pedia para ele sair e ainda falava (errado mesmo): "sai daqui que eu não gosto docê".
Era ciúmes de criança e vontade de ficar com ela.
Numa ocasião, fomos morar na casa dela (meus pais tinham vendido nossa casa e a outra não estava pronta). Foi a melhor coisa. Apesar de termos ficado apertados, eu AMAVA morar lá. Nunca vou esquecer no dia que finalmente mudamos para nossa casa nova, o quanto eu chorei e pedia para ficar com ela. Depois eu vivia pedindo e escrevendo cartas (que pedia para a minha empregada colocar no correio), pedindo que ela viesse morar conosco.
Amava quando, à tarde, minha mãe passava na casa dela ou quando ela nos deixava com minha avó para fazer alguma coisa.
No dia que ela morreu, ninguém acredita e nem me leva a sério, mas foi assim: acordamos de manhã e fomos para a casa dos meus avós (pais do meu pai), pois meus pais foram ao hospital. Eu fiquei o dia inteiro deitada na cama (parecia que eu estava sentindo o que estava acontecendo). Uma hora minha tia falou que meu pai tinha chegado e queria falar conosco (só com as 3 mais velhas, afinal a Dani era muito pequena). Eu nem queria levantar da cama, pois sabia o que era !!! Fomos ao velório e eu ficava olhando e queria beijá-la, mas não fui (foi o 1° velório que lembro de ter ido). À noite, fiquei chorando, pensando que queria muito tê-la beijado. No dia seguinte, quando chegamos ao cemitério, abriram o caixão novamente e eu fui correndo beijá-la. Lembro que quando sai de perto, fui ao lado do Xexê que disse para mim: "e agora Pati, o que eu vou fazer?". Nós dois íamos sempre juntos visitá-la no cemitério... Minha avó era uma pessoa incrível. Tudo que ela fazia era maravilhoso.

Depois que ela morreu, fiquei muitos e muitos anos achando que ela não tinha morrido e que eu a encontraria novamente (eu não conseguia acreditar e aceitar).
Para você ter uma idéia, eu sinto o cheiro da Vó Bê em 1 camisola que eu tenho dela até hoje (e olha que eu já usei, lavei etc.).
Eu comecei a namorar o Raphael em 1997 (bem depois da morte dela), mas de tanto que falo nela, até parece que ele a conheceu... Ele vive brincando com coisas que eu falo dela, etc. É engraçado.
O Xexê era mais "quieto", no canto dele. Depois que minha avó morreu, ele foi morar conosco e eu lembro que eu fazia tudo com ele. Ele nos levava em algumas aulas, às vezes fazíamos coisas para a minha mãe etc. Quando comecei a dirigir, ele saia muito comigo também. Ele era uma pessoa ótima também e ficamos muito próximos a ele, especialmente quando a Vó Bê faleceu, não preciso nem dizer a falta que ele faz.
Meu pai, meu amado pai, eu não tenho nem palavras (sempre foi uma pessoa MARAVILHOSA com todo mundo e um pai excelente - aliás eu sempre falo que meus pais são "os melhores do mundo", mas é porque eles sempre foram excepcionais conosco. NÃO dá nem para escrever)....



Meu pai foi o "PAIZÃO". Ele era uma pessoa de coração MUITO BOM e que acreditava que todos eram igual a ele. Vivia sempre preocupado com a família e o trabalho dele - 2 coisas que ele amava. Tudo que fazia era pensando na minha mãe e em nós 4 (mais meus avós ... ... etc. ... Sempre bom para todo mundo!) . Sempre tentou nos dar tudo do bom e melhor: com dificuldade, trabalho e dedicação. Ele sabia conversar de tudo, e quando começava a falar era uma delícia ouvir. Eu sempre ficava pensando como que uma pessoa podia saber de tanta coisa diferente. Ele sempre teve muita boa vontade e não tinha preguiça. Ajudava sempre todo mundo que precisava, às vezes esquecendo que ele precisava se preocupar mais com ele mesmo. Muitas pessoas se aproveitavam da bondade dele, e isto me deixava muito triste. Ele faz muita falta. Eu não o esqueço por 1 minuto sequer, e ainda sofro muito por ele não ter conhecido meu filho. Meu pai tinha 4 filhas e 2 netas. Cinco dias antes dele morrer, fiquei sabendo que estava grávida e quando demos a notícia, ele perguntou ao Rapha se agora viria um menino. No dia que soube do sexo do Pedro, fiquei feliz de um lado e senti um vazio enorme por outro; e até hoje me "culpo" por não ter dado um neto ao meu pai antes dele morrer (antes dele morrer, eu sempre achei que eu daria um neto a ele). Fico mais triste ainda que o Pedro não teve a oportunidade de conhecer um avô dele, pois além de ser um super pai, ele era um super avô (minha sobrinha mais velha, que teve mais contato com ele, tinha 2 anos quando ele morreu e até hoje fala dele, lembra dele e diz que o ama). Todo dia quando estou brincando com o Pedro ou quando ele faz alguma coisa nova, eu fico imaginando como o meu pai ficaria se estivesse aqui (as caras que ele iria fazer, a alegria nos olhos dele etc. - o que me deixa triste e com mais saudades ainda).

Ainda NÃO acredito, não me conformo e não aceito. Sei eu isto é ruim para mim, eu rezo muito para eles, mas ainda não acredito.

Minha mãe é outra pessoa maravilhosa e que eu amo e admiro muito também. Ainda bem que ela ainda está aqui e vivo falando a ela o quanto a amo e admiro e que espero conseguir ser pelo menos um pouco do que ela é para mim, para o Pedro. E se eu conseguir educar o Pedro e ser importante como meus pais são para mim, serei a mãe mais feliz do mundo também !!!

Aproveito o máximo do tempo que posso com ela. Queria poder devolver a felicidade e o otimismo que ela sempre teve, e me sinto "inútil" por não conseguir animá-la. Rezo todos os dias a DEUS para deixar meu pai estar bem e descansar em paz e peço para deixar minha mãe voltar a ser feliz e ter vontade de fazer as coisas (ela sempre foi super forte, e anda desanimada...).

Ainda vivo aconselhando meus amigos que têm os pais vivos para aproveitá-los MUITO enquanto eles estão aqui. A dor da perda e a falta que eles fazem as pessoas só sentirão quando os perderem... Às vezes, as pessoas acham que sabem, querem ajudar e aconselhar, mas só sentiremos o que realmente é, quando acontecer conosco.

Do resto da família (Petrella e Natrielli) posso dizer que eu sempre gostei muito de todos. Acho que eu sempre fui a mais ligada com todos da família, e agora a Dani, a mais nova, também. Quando o Xexê tinha casa na praia, muitos da família passavam dias conosco (a casa vivia lotada) e eu adorava. Depois nos encontrávamos muito em festas. Ficava algum tempo sem ver as pessoas, mas quando nos encontrávamos, era como se não tivéssemos ficado longe. Acho as famílias animadas, parece que as pessoas se gostam, e mesmo com nossa vida louca e sem tempo para nada, acho que há um carinho entre todos. Acho que somos privilegiados de ter uma família assim."









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marcador  Eventos notáveis em Sua vida foram:



• fotos: Carmine -Antonio - Philomena - Izabel.


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Izabel casad[:o::a] Carmine Natrielli. (Carmine Natrielli nasceu em em 12 Abr 1918 e faleceu em 26 Nov 1998 em São Paulo, Sp.)



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